GUI LOUREIRO Falar comigo

IA & Martech · o método em público

Cycle Engineering

Cinco profissionais criativos em volta de uma mesa escura, cada um iluminado por uma energia de cor diferente que sobe da superfície.

A IA trouxe a mão que sempre me faltou, e o pensamento antes de fazer continua sendo trabalho de gente. O Cycle Engineering é o meu jeito de pensar posto em arquivos: começa numa intenção, diz em voz alta o tamanho da coisa, pesquisa só quando precisa, planeja do tamanho dela, constrói, chama alguém de fora para revisar e volta, numa data marcada, para medir o que a gente combinou medir.

A IA virou a mão. Falta quem pense.

Estou no marketing desde 2000, e o que sempre me faltou foi a mão: a imagem, o vídeo, o código, a plataforma de anúncio, a análise de dados, o SEO técnico. Para cada uma dessas coisas eu precisava de alguém. A IA trouxe a mão. Hoje ela faz em minutos o que levava dias.

O gargalo mudou de lugar. A etapa de fazer encolheu, e o trabalho passou a se acumular em volta dela: saber o que pedir, conferir se o que saiu é o que foi pedido, e não deixar nada ir para o mundo sem que alguém tenha decidido.

Antes da IA PlanejarDesenhar Fazer ConferirPublicarManter semanas de trabalho humano Depois da IA PlanejarDesenhar Fazer ConferirPublicarManter tempo que sobrou o trabalho passou a se acumular aqui, e nas duas da esquerda horas
A etapa que encolheu está em brasa nas duas barras. Vale para código, imagem, vídeo e anúncio. O bloco vago à direita é o tempo que sobrou, e é ali que a fila se formou.

O Cycle nasceu como método para construir software com agentes. Nas versões 0.10 e 0.11, publicadas em 17 e 19 de outubro de 2026, ele virou o que eu queria desde o começo, nas minhas palavras de então: "uma metodologia de pensamento e construção guiada". Serve para qualquer intenção, "desde 'eu quero revisar o meu design system' até 'vamos construir um CRM'". E foi refeito para as pessoas que eu mentoro, que não são desenvolvedoras nem profissionais de marketing. Para elas, viver no terminal "é meio alienígena". Elas conversam, e o método faz o resto.

Na prática, o Cycle é um conjunto de instruções que eu escrevi para a IA seguir. Ela pergunta, você responde, e nada é feito sem o seu sim.

Como é, na prática

Você escreve o que quer, do seu jeito. O método responde com uma pergunta só, e já traz uma sugestão para você não travar. Abaixo, uma conversa de teste do próprio método: o pedido foi escrito para o teste, e a resposta é a que o método deu, palavra por palavra.

Conversa de teste, não é cliente

Quem pedequero vender minha mentoria no Instagram

O métodoIsso é um objetivo: vender a mentoria. Antes de qualquer coisa, preciso de uma medida. Quantas vendas você quer fazer pelo Instagram, e até quando? Se ainda não tiver um número, sugiro começar com 5 vendas em 60 dias. Se preferir, podemos mirar 10 conversas qualificadas no direct em 30 dias. A meta pode mudar depois.

O pedido é de um teste do próprio método, não de um cliente. A resposta é a que o método deu, palavra por palavra, registrada em 17 de outubro de 2026, na versão 0.10; a versão de hoje ainda não repetiu esse teste.

O tamanho da coisa decide o tamanho do caminho

Corrigir uma palavra não pede o mesmo cuidado que construir um sistema. O método diz o tamanho em voz alta, e cada tamanho roda só os passos de que precisa:

Rápido

Corrigir uma palavra num post

um erro de digitação, já publicado

  1. Você pede.
  2. Ele diz o tamanho e mostra um plano curto, de dez linhas.
  3. Você responde "sim".
  4. Ele faz.
  5. Outra IA, que não fez, confere.
Pequeno

Revisar o seu design system

o padrão de cores, fontes e botões da sua marca

  1. Uma rodada de perguntas.
  2. Uma pesquisa, se o caminho for novo.
  3. Um plano, que você aprova.
  4. Ele faz.
  5. Outra IA, que não fez, confere.
Projeto

Construir um CRM

o sistema onde ficam os seus clientes e as suas vendas

  1. Perguntas até não sobrar dúvida.
  2. Pesquisa em até três rodadas.
  3. O caminho escolhido, explicado.
  4. Um plano, revisado de fora quando há decisão difícil.
  5. Ele faz por partes, e outra IA confere.
  6. Antes de publicar, a última palavra é sua.

Quatro coisas fazem o caminho crescer, seja qual for o tamanho: mexer em dinheiro, falar com gente de fora em seu nome, mudar quem vê ou faz o quê, e apagar o que não volta. Nesses casos, mais gente revisa antes, e o último passo é sempre seu. E o tamanho só cresce: se o trabalho se mostra maior no meio do caminho, o método avisa e muda o caminho.

O caminho inteiro

Quando tudo roda, são oito passos, e o último volta para o primeiro:

E fora do caminho, o método se revisa: lê o que deu errado e propõe mudar as próprias regras.

O que você recebe

1

O seu pedido, nas suas palavras

Sai da primeira conversa. É o que você quer, escrito como você disse, e você confirma.

2

O plano

O que vai ser feito, em que ordem, e o que pode dar errado. Nada começa antes do seu sim.

3

As notas do seu projeto

Tudo o que já se sabe e já se decidiu, num lugar só. Ninguém te pergunta a mesma coisa duas vezes.

4

O número, na data marcada

O que a gente combinou medir. Na data marcada, ele é lido e comparado com o que se queria.

Quem faz o quê? Você decide. A IA faz, e outra IA confere. E eu te acompanho nos encontros.

Onde isso roda? No Claude Code, o assistente de IA que eu uso, que entende português e funciona por conversa. Na mentoria, eu te guio na instalação, e quem quiser fazer sozinho tem o guia de instalação do zero.

Quanto tempo e quanto custa? Na mentoria são 3 meses, com 13 encontros ao vivo, um por semana, por R$ 15 mil no formato individual, em 3 parcelas mensais de R$ 5 mil. O compromisso é mês a mês: você pode parar no fim de qualquer mês, sem multa.

O que você leva no fim? Três sistemas rodando: o seu segundo cérebro, o seu motor de automação e a solução do seu maior desafio.

O que fica no seu nome? As assinaturas das ferramentas, como o plano do Claude. O que você construir é seu.

E uma coisa honesta: esta versão do método é de outubro de 2026, e nenhum mentorado rodou um ciclo inteiro com ela ainda.

Quer pensar assim no seu negócio?

É o método que eu uso com quem eu mentoro: você traz a intenção, a gente pensa junto, e a IA faz a mão.

Conhecer a mentoria
Por dentro

Daqui para baixo, para quem quer conferir por dentro: os arquivos, as revisões, os scripts e as provas, com número.

O arquivo é o contrato

Todo o método se apoia numa mecânica só. Cada etapa termina escrevendo um arquivo, e a etapa seguinte começa lendo esse arquivo. Parece burocracia. Na prática, três coisas passam a acontecer sozinhas.

A primeira é que o contexto para de evaporar. Não existe um agente que faz tudo do começo ao fim: existem vários, cada um com a memória zerada, e o documento é a única coisa que atravessa de um para o outro.

A segunda é que a sequência de commits vira a trilha de auditoria sem que ninguém precise construir uma. Quem pediu, o que o agente produziu, quem aprovou e com que palavras: está tudo no histórico.

A terceira é que o erro fica barato. Mudar de ideia num documento custa uma edição de texto. Mudar de ideia depois que a coisa existe custa retrabalho, e às vezes custa um incidente.

quem decide em cada passagem o pedidonas suas palavras o escopopor que o caminho o planoem que ordem o trabalhocom prova revisãoalguém de fora no mundoa linha é sua aceitaaprova aceitaprovalibera o que sai da faixa no mundo escreve a próxima intenção, e o ciclo recomeça sem ninguém começar por baixo de todos: as notas do projeto, lidas antes e atualizadas depois por cada etapa
As setas em brasa são decisões suas. As duas caixas em azul são trabalho que o agente conclui sozinho e depois prova. Embaixo, o que a versão 0.11 acrescentou: as notas do projeto.

Os arquivos de cada pedido já existiam. O que faltava era um arquivo por projeto. Agora existe: as notas vivas do projeto, que o método chama de Master Brief. Toda etapa lê primeiro e atualiza no fim, então ninguém começa do zero e ninguém pergunta duas vezes a mesma coisa. Cada achado entra marcado como fato, com fonte e data, como inferência ou como opinião, e com o grau de confiança. Projeto sem essas notas não trava: o diagnóstico começa umas notas finas com o que encontrar, e segue.

As notas guardam a cultura de quem está pensando, que é a dela. A minha entra de outro jeito, como biblioteca de consulta à parte para "quem já resolveu isso". A biblioteca é só de leitura, e não é o autor: "se eu não sei, eu pesquiso e aprendo".

O diagnóstico e os tamanhos, por dentro

Tudo começa numa intenção

Cada tipo de pedido pede uma primeira pergunta diferente, e o método descobre o tipo pelo verbo:

E "não sei" nunca para o trabalho. Ele oferece dois pontos de partida e segue com o que você escolher. Quando ninguém sabe, a frase dele é "ainda não sei, vou pesquisar".

Pegue a intenção "quero revisar o meu design system". Ela chega como intenção: uma direção, ainda sem o resultado dito. A pergunta é por quê, e a resposta vira um problema ou um objetivo com medida. Assim que o tamanho fica claro, o diagnóstico fecha com uma frase, sem número nenhum, que diz o tamanho, dois fatos que o justificam e o que vem a seguir. Para um caso assim, de um sistema que já existe, o próprio método traz este exemplo de frase:

Isso é pequeno: é um sistema que já existe e o resultado é uma lista de ajustes. Faço uma rodada de pesquisa sobre como os bons revisam, e combinamos o plano aqui. Se enxergar diferente, diz.
A frase do tamanho, como o diagnóstico a devolve

A última parte importa: "se enxergar diferente, diz". É mais fácil discordar de uma frase do que de uma nota de 7 em 10. E a sua resposta aceita as duas coisas juntas, o que foi pedido e o tamanho.

Até 17 de outubro o método tinha um tamanho só, e um atalho. Eu mesmo usei o atalho em quatro ciclos num período de vinte e três dias, e um retrospecto registrou cerca de 120 mil tokens gastos para revisar dez linhas de configuração. A versão 0.10 trocou isso por três tamanhos, ditos em voz alta, e a 0.11 fez as revisões seguirem o tamanho:

Quatro coisas sobem o tamanho, e nada abaixa: mexer em dinheiro, falar com gente de fora em nome de alguém, mudar quem vê ou faz o quê, e destruir dado que não volta. Uma mudança de uma linha pode carregar uma delas, e um projeto grande pode não carregar nenhuma. Por isso elas são lidas no que a intenção faz, não no tamanho do trabalho. Nem a frase do tamanho, nem uma objeção, nem a pressa abaixam uma delas.

E o tamanho só cresce. Se o trabalho se mostra maior no meio do caminho, o método diz isso em uma linha e passa a rodar o que o tamanho novo pede. Nunca encolhe no meio.

As revisões antes de construir seguem a mesma conta, porque um portão, que é uma parada onde o trabalho espera alguém ou algo liberar, tem que custar menos do que a mudança que ele revisa. Caminho conhecido não tem revisão antes, só depois. Sobrou uma decisão de verdade depois da pesquisa: entram o advogado do diabo e o pré-mortem. Tem dinheiro, gente de fora, permissão ou algo irreversível: o conselho entra sem ninguém perguntar. E o Mulo, o agente que injeta um choque improvável de fora, só é oferecido em projeto.

O anel, por dentro

O documento da Anthropic que deu origem a isso descreve seis etapas em ciclo. Hoje são oito no anel, e uma de fora. Quantas delas rodam, o tamanho decide. Para onde o trabalho vai, o diagnóstico decide também: ele nomeia uma rota e diz por quê em uma frase. Software vai para as etapas de código. Marketing vai para uma das minhas forjas, quando ela está instalada, e para o caminho genérico quando não está. Qualquer outra coisa, uma página, uma rotina, uma decisão, vai pelo caminho genérico. A rota nunca trava o trabalho.

1 · Entendero que você quer 2 · Pesquisarquem já fez isso 3 · Escolhero caminho 4 · Planejare a medida 5 · Fazerdepois do seu sim 6 · Conferiralguém de fora 7 · Publicara linha é sua 8 · Medirna data marcada o tamanho decidequantas etapas rodam 9 · Se revisar lê o que deu erradoe muda as regras fora do caminho
Em laranja, os passos que terminam numa decisão sua. Em azul, os que o método faz e mostra.

E fora do anel, evoluir. Ela não constrói nada: lê os retrospectos, olha modelo novo, prática nova e cicatriz nova, e propõe mudança no próprio método. É a única que pode mexer nas regras que as outras oito obedecem.

Fala como mentor

Com quem está aprendendo, o método fala como mentor. Combina antes o que vamos fazer e o que precisa de você. Pede o concreto: empresa, número e data. Explica cada termo técnico na própria frase, e ensina uma ideia por vez. Nas três paradas, faz uma pergunta só, com a resposta que recomenda (em português livre):

"Sem perguntas" e "você decide" nunca valem como sim. E ele nunca pede para você abrir um terminal ou mexer num arquivo à mão, a não ser aquela linha da terceira parada.

As cinco técnicas por trás

Nada disso foi inventado por mim. O método costurou num lugar só um conjunto de técnicas que já existiam separadas. Vale conhecer cada uma pelo nome, porque saber o nome é o que permite ir mais fundo sozinho depois.

Profissional criativa recostada na cadeira à noite, com um leque de cartas de luz dourada flutuando em três arcos à frente dela e energia correndo nos antebraços.
Técnica 01

A entrevista em rodadas

Quem já pediu alguma coisa a um agente conhece o vaivém cansativo de uma pergunta por mensagem. A técnica troca isso por rodadas. O agente monta o seu pedido como uma árvore de decisões e olha para a fronteira dela, que é o conjunto de perguntas possíveis agora, sem depender de resposta que ainda não veio.

Ele apresenta a fronteira inteira de uma vez, numerada, e cada pergunta já vem com a resposta que ele recomendaria. Você responde, a árvore se reorganiza, e a rodada seguinte traz o que acabou de ficar possível.

Desde a 0.10, o tamanho limita as rodadas. No rápido não tem entrevista nenhuma, porque o pedido já é a descrição. No pequeno, uma rodada, e o que sobrar vira pergunta em aberto no próprio arquivo. No projeto, a entrevista vai até a fronteira esvaziar, que é a única garantia real de que nada ficou assumido em silêncio.

Homem num galpão escuro com três feixes paralelos de luz azul correndo até as mãos dele e se juntando num só, e um quarto feixe apagado ao lado.
Técnica 02

Engenharia de grafo

Antes de distribuir trabalho entre agentes, decida a forma dele. Divide-se apenas o que nunca lê o resultado do outro. O que é sequencial fica com um agente só, por mais tentador que seja paralelizar. E alguém precisa ser dono da junção.

Isso tem número, e o número tem endereço. Um estudo do Google Research com MIT e DeepMind testou duzentas e sessenta configurações em seis conjuntos de tarefas. Os dois extremos que ele mede vêm de tarefas diferentes: mais oitenta vírgula oito por cento em raciocínio financeiro estruturado sob coordenação centralizada, e menos setenta por cento em planejamento sequencial quando ninguém coordena. No mesmo planejamento sequencial, as arquiteturas que coordenam perdem menos, de trinta e nove a cinquenta por cento. Nenhum desses números é lei geral: cada um é de um conjunto de tarefas com nome.

O mecanismo ensina mais que o número. A versão mais recente do estudo trata a amplificação de erro como diferença descritiva entre arquiteturas, e reporta que, controlando as outras métricas de coordenação, o efeito isolado não alcança significância estatística. O que sobra continua de pé: nas arquiteturas independentes não existe mecanismo de correção nenhum, então, sem alguém responsável por juntar, o erro de um pedaço entra inteiro no resultado final.

Duas telas emolduradas idênticas em cavaletes, com as plaquinhas cobertas, ardendo em energia laranja, e uma pessoa de olhos fechados apontando para uma delas.
Técnica 03

O gauntlet

A ideia é definir uma régua concreta antes de começar, colocar quem constrói de um lado e um crítico separado do outro, e fazer o crítico comparar às cegas contra essa régua até a peça vencer. As plaquinhas cobertas são o ponto: o crítico não pode saber qual das duas é a nossa.

O que quebra um loop desses é sempre a mesma coisa. Régua vaga, do tipo "site premiado", que o crítico interpreta como quiser. Crítico mole, que elogia. E quem construiu julgando o próprio trabalho, que é o pecado original.

Na 0.11, o gauntlet ganhou um papel maior: é assim que se prova o que não é software. Uma página, uma campanha ou uma apresentação não têm teste que passa ou falha. Têm um julgamento com régua, feito por quem não fez.

Diretor criativo sozinho sob uma luz dura, segurando uma folha que brilha em magenta enquanto uma rachadura de luz se abre no papel sob o dedo dele.
Técnica 04

O advogado do diabo

É um agente com uma função só, desconfortável de propósito: derrubar o plano. Começa pela premissa que sustenta tudo, aquela que, se cair, leva o resto junto. Depois procura o que o plano finge que não existe, qual passo é o mais arriscado, e o que foi descartado sem ninguém dizer. Ele roda em contexto separado, sem ter visto você escrever o plano, e consegue dizer que está ruim justamente porque não sabe quanto esforço aquilo custou.

Agora dá para medir se ele serve. Desde a 0.10.1, a resposta dele é guardada palavra por palavra, e cada achado vira uma linha do plano dizendo onde ele morde. Nos 16 planos anteriores havia 166 linhas dele: os achados vermelhos e laranja mudaram o plano 113 vezes em 119, e os amarelos, 31 em 47. A ressalva é honesta: a resposta bruta nunca tinha sido guardada, então esses números contam só o que a sessão manteve. E duas tentativas de melhorar o texto dele foram medidas às cegas contra o original, em 22 e 6 rodadas. Nenhuma ganhou, e o original ficou.

A pesquisa da Charlan Nemeth mostrou que o advogado do diabo designado, aquele colega a quem se pede que finja discordar, funciona pior do que discordância autêntica. O desenho aposta que um agente sem lealdade ao plano fica mais perto da discordância autêntica. É um argumento defensável, e ninguém publicou estudo que o teste.

Cinco profissionais criativos em volta de uma mesa escura, cada um com uma energia de cor diferente subindo da superfície à sua frente.
Técnica 05

O conselho

Sete cadeiras fixas olham o plano, cada uma do lugar dela. A Minimalista fala primeiro e pergunta se aquilo tem a forma do que foi pedido ou a forma do que agora é possível. Depois vêm quem vai usar, quem vai manter daqui a seis meses, quem paga a conta, quem responde por segurança e dado, e quem opera o que está no ar. A Pollyana fala por último, e o primeiro movimento dela não é inventar: é olhar de novo o que já existe e que a mesa parou de enxergar. Cada uma sai com uma exigência concreta, ou diz que não tem nenhuma.

Em volta delas existe um banco que acende pelo assunto do plano: marketing, conteúdo, experiência, interface, atendimento, voz de marca, comercial, jurídico e dados. O teto é nove, porque mesa maior que isso ninguém lê. Esse banco já errou feio: ele acendia por palavra, e palavras do próprio método, como o nome de um arquivo ou "a tabela de riscos", sentavam revisores sem nada a dizer. Em 21 planos, foram 106 revisores, quase nenhum sobre o plano em questão. Depois que ele passou a ler só o assunto do plano, na contagem de 20 de setembro, sobraram 24.

Duas cadeiras não são de gente que existe no organograma. A de cenários escreve futuros para três horizontes, sem apostar em nenhum, e deixa uma lista de sinais que a etapa de manter passa a vigiar. E o Mulo entra por último, em contexto novo, depois que a tabela de riscos já foi fechada: ele injeta um choque de fora, improvável e plausível, e diz o que quebra e o que sobrevive. O conselho entra sem ninguém perguntar quando tem dinheiro, gente de fora, permissão ou algo irreversível em jogo, e o Mulo só é oferecido em projeto.

Uma instrução em prosa deixa o comportamento provável, e num dia corrido o modelo passa por cima dela sem má intenção. Um script roda antes da ação e devolve sempre o mesmo número.
A regra que organiza os portões automáticos

Skill é conselho, script é lei

Tudo o que veio até aqui é texto que o agente lê, e texto deixa o comportamento provável. Para o que é caro de desfazer, o método tem scripts, os hooks, que leem o comando do agente antes de ele rodar e não dependem da boa vontade de ninguém. Um segura a publicação em produção enquanto não houver uma autorização escrita por gente. Um exige que o plano acompanhe o código no mesmo commit. Um pede um registro antes de comando destrutivo. E o quarto impede o próprio agente de desligar os outros três. Quem desliga é você, apagando a pasta do ciclo com a sua própria mão. Outros dois só falam: um no começo da sessão, dizendo em que etapa o trabalho está, e outro ao fechar com trabalho sem commit.

Instrução em prosa sempre faça assimo agente lê num dia corrido,pode ser ignorada Script determinístico o comando é lidoantes de rodar devolve ✓libera, e o comando roda ?pergunta a você; sem ninguém, nega ✕bloqueia, e explica como liberar
O script libera, pergunta ou bloqueia, e quando bloqueia manda a explicação de volta para o agente. Se não há ninguém para responder a pergunta, ela vira bloqueio.

Script também erra, e os erros dele ensinaram as três regras que eles seguem hoje.

Em setembro, ao longo de nove dias de uso medidos, 524 de 535 mensagens vieram de sessões abertas no meu caderno de notas, e não dentro do repositório. Quatro repositórios rodaram ciclos inteiros, nenhum portão disparou, e doze versões foram publicadas com a autorização escrita onde o script procurava, não onde a publicação acontecia. A primeira correção mediu pior: 56 de 207 comandos reais de publicação teriam ficado sem portão, porque "não consegui descobrir o repositório" foi lido como "pode passar". A regra que saiu dali: um portão pode ficar mais apertado do que era, nunca mais frouxo.

Em outubro, 13 dos 31 atritos registrados eram um defeito só: os portões casavam palavras dentro da prosa. Um bilhete que citava o nome do arquivo de autorização era barrado como se fosse uma publicação. Desde a 0.9.0, eles julgam o comando, não o texto em volta dele.

E a autorização contava a data no horário de Greenwich. Escrita às 22h em Brasília, já era "amanhã", e a publicação era recusada. Ainda valia para uma cópia do repositório só, quando eu trabalho em várias ao mesmo tempo. Desde a 0.9.2, ela vale no dia de quem aprova, para todas as cópias registradas do repositório. No mesmo mês, uma versão do próprio método saiu de uma cópia temporária, fora do repositório, e o portão nem viu. Foi fechado na mesma noite: hoje ele pergunta ao git para onde a publicação vai, em vez de ler o formato do texto.

O que aconteceu quando eu testei sem o método

Antes de escrever cada regra, eu dei o mesmo pedido a um agente sem o método, num repositório de teste, para ver o que ele faz naturalmente. É a parte mais honesta disso tudo, porque não depende de eu ter razão.

No primeiro cenário, pedi um modo escuro com a instrução de fazer direto, sem perguntas, em dez minutos. Ele leu o pedido registrado, escreveu o código na hora, e justificou assim, nas palavras dele: o pedido aceito já é o desenho, um plano seria cerimônia sem leitor, ninguém executaria esse plano além de mim. Nenhuma dessas frases é burra. Todas soam razoáveis, e é por isso que a regra precisa estar escrita.

No segundo, o plano mexia em cobrança e foi apresentado como já aprovado. Ele percebeu que o plano citava um pedido que não existia e que dizia riscos nenhum num código onde a primeira linha avisa que o dinheiro passa por ali. E decidiu assim: não vou perguntar, mas implemento com validação defensiva e anoto as lacunas no relatório. Contestou em silêncio e seguiu.

Com o método, os mesmos pedidos foram encaminhados de volta para a etapa que faltava, sem uma linha de código alterada.

O método se mede, e o que ele ainda não mediu

Testar à mão prova uma vez. Depois disso o método ganhou uma suíte: hoje são 19 casos, cada um um repositório de mentira com uma situação real, e conferidores que olham o arquivo que a rodada produziu em vez de acreditar no relato dela. Um juiz de IA lê um arquivo, nunca a conversa. A primeira rodada honesta foi feia: oito casos, três passando, 0,76 no total, US$ 13,65.

A suíte também já custou caro à toa. Numa mesma publicação, o portão parou cinco vezes, quatro delas por um juiz de IA lendo um plano grande demais: US$ 26,93 e nenhuma versão publicada. O que de fato provava a mudança tinha custado US$ 2,58. Desde 22 de setembro, o portão de publicação confere só o que dá para conferir de graça. A suíte paga virou um monitor: um vermelho dela abre um pedido novo, em vez de travar a publicação.

E o método se lê de tempos em tempos. Em 16 de outubro, vinte e três dias depois da 0.8.0, ele descobriu que a rotina semanal que deveria lê-lo nunca tinha rodado, e que 14 achados de retrospecto estavam sem leitura.

O que a 0.11 ainda não provou

Ela foi refeita para quem eu mentoro, e até a publicação nenhum mentorado de verdade tinha rodado um ciclo com ela: a própria intenção da versão lista isso entre o que não foi feito, e o registro de mudanças diz que o que um mentorado real faz com ela ainda não se sabe. Também não estão feitos o arquivo em português da camada de mentor, que deve vir de um plugin, e nenhum caso da suíte roda o que a 0.11 acrescentou. A 0.11 é texto e teste barato. O primeiro ciclo de um mentorado é o que vai dizer se ela funciona.

O pacote publicado no GitHub tem 24 skills, uma por etapa e as técnicas que elas usam, 4 agentes revisores, o verificador, o advogado do diabo, o conselho e o Mulo, e 3 comandos. É código aberto, com licença MIT.

Preciso saber programar para usar isso?

Para pensar com ele, não. Você conversa: o método faz uma pergunta por vez e escreve os arquivos. A única coisa que você escreve fora da conversa é a linha que solta algo para o mundo quando isso envolve dinheiro ou permissão. Na mentoria, eu te guio na instalação; quem quiser fazer sozinho tem o guia de instalação do zero, no Arsenal. Por baixo, o plugin precisa do Claude Code e do Node 18 ou mais novo.

Serve para trabalho que não é software?

Serve, e as versões 0.10 e 0.11 foram refeitas para isso. O diagnóstico escolhe a rota: software, marketing ou outra coisa, como uma página, uma rotina ou uma decisão. Fora do software, a prova é um julgamento com régua. Os scripts que seguram publicação e comando destrutivo continuam sendo coisa de repositório.

Isso não deixa tudo mais lento?

O tamanho da coisa decide. Um pedido rápido vira um plano de dez linhas aceito com uma palavra. As revisões antes de construir só entram quando sobra decisão de verdade, porque um portão tem que custar menos do que a mudança que ele revisa.

E se eu já uso outro método?

Não jogue fora. Foi assim que este nasceu: peguei o que já funcionava na minha operação e costurei com o que faltava. Copie as partes que resolvem um problema que você tem hoje.

Quer pensar assim no seu negócio?

É o método que eu uso com quem eu mentoro: você traz a intenção, a gente pensa junto, e a IA faz a mão.

Conhecer a mentoria Pegar o plugin no GitHub

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